quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O verbo

   Ontem, aproveitando essa onda de tempo livre, saí com duas amigas para vasculhar o mundo. Na volta, enquanto uma delas repetia o quanto acha que essas nossas saídas são saudáveis, reparei no segundo copo de suco de uva que eu tomava. E pensei no quanto havia comido e nas tabelas de calorias que não olho mais.
   Então ela falou que não era a isso que se referia, e me lembrou de coisas que minha cabeça de gordo esquece: como conversamos nessa noite, falamos de nós, vimos coisas interessantes, e falamos sobre e dos outros. E em como estávamos felizes, apesar dos pesares que sempre existem.
   Então pensei no quanto elas são importantes para mim. E que gostaria de dizer isso, mas sei lá, achei que não precisava. E no quanto gostaria de dizer isso para algumas outras pessoas e de abraçá-las até que meus braços ficassem cansados. Ah, mas eu sempre faço tanto, então por que falar? E a pergunta ficou: Por que não falar?
   Mas mais uma vez não falei. E voltei pra casa com um nó no coração por não saber lidar com excesso de amor.

Um comentário:

  1. ah...
    pelo menos uma delas sabe sem tu precisar falar nada.
    e tu sabe também que ela sabe de volta.
    ambos sabem muito.
    =)

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